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Freguesia

Geografia

Pilar da Bretanha

 

- Concelho de Ponta Delgada

- Área 6,12 km²

- Habitantes 762 (Censos 2011)

- Densidade: 122,5 hab/km²

- Foi elevada a freguesia em 10 de Julho de 2002

 

 

Locais de Interesse

Fotografias - Vivências

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Infra-Estruturas

Festividades

Espírito Santo - Impérios 

 

 

 

O culto ao Divino Espirito Santo é uma das tradições religiosas mais enraizadas no Pilar da Bretanha e que se conservam até aos dias de hoje. Para além dos impérios mais pequenos que têm igualmente grande 

10995686 1402504510070103 4612892653041811428 nimportância e significado para o povo, existem dois grandes impérios na freguesia: o império do Pentecostes, popularmente conhecido por império do pilar, por se realizar no lugar do pilar e o império da Santíssima Trindade, popularmente conhecido por império do João bom, por se realizar no lugar do João bom.

 

Os costumes e tradições repetem-se tanto num o como no outro, as características dos afazeres são as mesmas mudando apenas o local da realização da festa, os mordomos e os seus ajudantes.
A organização da festa cabe aos mordomos e aos seus ajudantes e começa muito antes data da sua realização, normalmente é feita durante um ano inteiro. Os mordomos e os seus ajudantes durante o ano procuram os criadores dos animais, para compra e abate para utilização da carne na distribuição das pensões e das esmolas. Há muitas pessoas que apesar de não criarem os animais, no sentido pleno da palavra, são chamados criadores, por se disponibilizarem a comprar a pensão que se distingue da esmola pela quantidade de carne que contém.


Nas semanas que antecedem a grande semana da mordomia a azáfama é muita, cabe ás mulheres a decoração do quarto do Divino Espirito Santo e aos homens a recolha da madeira e construção do tradicional “Carramanchão”, local onde se servem as refeições e se convive durante toda a semana. Na cozinha da mordomia começam também os preparativos com a confeção de refeições e dos doces. Chegada a grande semana para quem visita a freguesia é fácil descobrir a casa do mordomo, a rua enfeitada e a janela do quarto do Espírito Santo aberta indicam que a casa do Mordomo, é aquela.
Na quinta-feira antes é feita a recolha do gado, que percorre as ruas da freguesia enfeitado pelas mãos dos seus criadores. O auge da festa é no fim-de-semana. No sábado é feita a distribuição das pensões e das esmolas pela freguesia, com o tradicional desfile de carros de bois que percorrem as ruas da freguesia acompanhados pelos foliões que ainda mantêm a tradição viva dos cantares ao Divino Espirito Santo. No Domingo a coroa e a bandeira saem da casa do mordomo em direção ao local da coroação que pode ser na igreja ou na Ermida do João Bom. Após a coroação é feito um convívio ao ar livre (tradicionalmente chamado império) com todos os participantes da festa e no final do dia nomeados os novos mordomos para o ano seguinte. Ainda no âmbito destas festividades e normalmente encerrando-as o mordomo velho oferece uma ceia a todos os criadores de gado e às pessoas que compraram as pensões é chamada a “Ceia dos Criadores”.

 

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Festas de Nossa Senhora do Pilar

Primeiro Domingo de Setembro

 

 

 

História

O Pilar da Bretanha


A Freguesia do Pilar da Bretanha é a mais pequena freguesia do concelho de Ponta Delgada, com cerca de 760 habitantes (Censos 2011), uma área geográfica de 6.000 metros quadrados.
Dista 30 quilómetros do centro de Ponta Delgada e partilha vizinhança com as freguesias de Ajuda da Bretanha, Sete Cidades e Mosteiros.
A existência desta freguesia tem despertado através dos tempos uma natural curiosidade, não só da parte dos micaelenses, mas sobretudo por parte dos numerosos estrangeiros que a visitam e manifestam interesses na sua origem.
Teve origem na extinta freguesia da Bretanha, uma das zonas mais antigas e mais homogéneas devido ao seu povoamento. A sua ocupação, na maioria por povos provenientes da grã-bretanha e da bretanha francesa, foi sem dúvida, a marca que perdura até hoje, com uma cultura muita própria que se manifesta em vários aspetos, nomeadamente na dicção.
A 10 de julho de 2002, após reunidas as condições de viabilidade administrativa e financeira, a Assembleia Legislativa Regional dos Açores, através da publicação do DLR n.º 24 A/2002 decretou por extinção a antiga freguesia da Bretanha e a criação da freguesia do Pilar, tornando assim possível a realização do, há muito esperado, sonho que naturalmente se refletia na ambição de mais e melhores infraestruturas, serviços e qualidade de vida.

O Pilar da Bretanha é hoje uma freguesia com um passado muito rico e com tradições muito próprias. As festividades em honra do divino espirito santo e a cultura do inhame é sem dúvida a bandeira desta freguesia.
Existem outros aspetos típicos que caracterizam a freguesia, tais como a arquitetura do património, como por exemplo a arquitetura da atual igreja paroquial de Nossa Senhora do Pilar, construída em 1680 pelo Capitão Sebastião Álvares de Benevides como ermida sufragânea ao lugar dos Mosteiros, ou a arquitetura dos triatos do Espírito Santo que albergam a Bandeira e a Coroa dos impérios, ou a arquitetura dos fontenários onde antigamente as mulheres lavavam as roupas, ou ainda a tradicional arquitetura das casas com a particularidade de manter em anexo um granel típico de apoio à atividade agrícola.
“São pedras que contam histórias, numa terra pequena que deu grandes frutos” (José Andrade – Lançamento do Guia Cultural do Pilar da Bretanha | Fev 2012)
A Freguesia do Pilar da Bretanha conta com filhos ilustres, tais como o jornalista Manuel António de Vasconcelos, fundador do jornal “Açoriano Oriental”, há poucos anos homenageado com a atribuição do seu nome à antiga escola primária do Pilar; O médico Manuel Caetano Pereira, que foi cônsul honorário de Portugal nos Estados Unidos da América em 1931; o Padre Octávio Reis, o primeiro sacerdote nascido na freguesia, que teve um papel fundamental na investigação da história local. Esta freguesia foi ainda berço de grandes cantadores populares que através das suas músicas e quadras de improviso relatavam as vivências da nossa terra, deles salientamos Manuel Virgílio da Ponte, Gabriel Medeiros, Manuel Sousa Costa.
O Pilar da Bretanha é uma freguesia acolhedora de tradições e costumes únicos que se conservam até hoje e que se pretende transmitir às gerações vindouras.